segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Modelo
Eu adoro esse vídeo e dedico a dois alunos que foram super bem nas aulas sobre conceito e modelo: Nicholas e Rafael Colonesse.
Abs
http://www.youtube.com/watch?v=LM9KNdI_y9U
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Sessão de Cinema
Olá meninos e meninas, tudo bom?
Durante a semana de planejamento conheci muita gente nova e interessante. Uma delas, com toda certeza, foi o Prof. Sebastião (Sebá) de História, Filosofia e Sociologia (sim, o cara bate o escanteio e sai correndo pra cabecear).
Conversando sobre o planejamento, acabamos conversando sobre uma proposta de trabalho interdisciplinar com o filme A Matriz, como proposto no livro da Prof. Dra. Marilena Chaui.
Acho muito difícil encontrar alguém que ainda não tenha assistido a esse filme mas, se você é um “estranho no ninho”, permita-me falar um pouquinho sobre ele. Lançado em 2003, THE MATRIX foi um divisor de água na história do cinema. Foi tão revolucionário e complexo no conteúdo e na forma que, ao sair da sala de exibição, as pessoas não sabiam exatamente como tecer um comentário sobre a película.
Os Irmãos Wachowski escreveram e dirigiram um filme que apresentava, em diferentes camadas, assuntos relacionados à filosofia, física, história, sociologia, literatura, matemática, química, biologia, arte, tecnologia e informática, tudo isso com grandes pitadas de arte marcial, música eletrônica e nu metal.
Juro, se pudesse, escreveria um tratado sobre esse filme (infelizmente ou felizmente, muita gente também já fez reflexões sobre esse filme. Há um grande número de livros que tentam explicar esse sucesso), mas prefiro saber a opinião de vocês depois da sessão de cinema à tarde no Marupiara.
Só pra provocar vocês, lançarei um desafio cômico, com todo respeito ao trabalho que será desenvolvido pelo Prof. Sebá. Como o vídeo ‘David after the dentist’ pode se relacionar com THE MATRIX?
Durante a semana de planejamento conheci muita gente nova e interessante. Uma delas, com toda certeza, foi o Prof. Sebastião (Sebá) de História, Filosofia e Sociologia (sim, o cara bate o escanteio e sai correndo pra cabecear).
Conversando sobre o planejamento, acabamos conversando sobre uma proposta de trabalho interdisciplinar com o filme A Matriz, como proposto no livro da Prof. Dra. Marilena Chaui.
Acho muito difícil encontrar alguém que ainda não tenha assistido a esse filme mas, se você é um “estranho no ninho”, permita-me falar um pouquinho sobre ele. Lançado em 2003, THE MATRIX foi um divisor de água na história do cinema. Foi tão revolucionário e complexo no conteúdo e na forma que, ao sair da sala de exibição, as pessoas não sabiam exatamente como tecer um comentário sobre a película.
Os Irmãos Wachowski escreveram e dirigiram um filme que apresentava, em diferentes camadas, assuntos relacionados à filosofia, física, história, sociologia, literatura, matemática, química, biologia, arte, tecnologia e informática, tudo isso com grandes pitadas de arte marcial, música eletrônica e nu metal.
Juro, se pudesse, escreveria um tratado sobre esse filme (infelizmente ou felizmente, muita gente também já fez reflexões sobre esse filme. Há um grande número de livros que tentam explicar esse sucesso), mas prefiro saber a opinião de vocês depois da sessão de cinema à tarde no Marupiara.
Só pra provocar vocês, lançarei um desafio cômico, com todo respeito ao trabalho que será desenvolvido pelo Prof. Sebá. Como o vídeo ‘David after the dentist’ pode se relacionar com THE MATRIX?
http://www.youtube.com/watch?v=7w9sQDAq3JY
Super abraço para todos
Obrigado Sebá por deixar eu ‘atrapalhar’ o seu trabalho.
Renato
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
3EM - Simulador da balança de torção: Lei de Coulomb
Senhores e senhoritas.
Hoje tive a sorte de encontrar um ótimo simulador do experimento de Coulomb para o estudo das forças de repulsão e atração elétricas.
Seria bom se vocês se familiarizassem com esse simulador até a nossa segunda aula de laboratório.
Quem avisa amigo é...
Abs
http://www.fisica.ufpb.br/~romero/objetosaprendizagem/Rived/25eCoulomb/index.html
Entrevista com o física Edward Witten
Olá povo!
Li essa entrevista na folha.com e quis dividi-la com vocês.
O endereço original é esse:
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/879746-acelerador-lhc-dara-forca-a-teoria-unificadora-da-fisica.shtml
Vale a pena ler pois a linguagem está acessível e o conteúdo é fascinante.
Bazinga!
Abs
Acelerador LHC dará força a teoria unificadora da física
O físico e matemático americano Edward Witten é hoje um dos principais nomes da teoria das cordas: uma ideia antiga da física que afirma que as menores unidades formadoras da matéria e da energia (incluindo a luz) são cordas vibratórias.
Apesar de ainda não ser comprovada, já que as cordas nunca foram "vistas", Witten aposta que a teoria terá avanços significativos nos próximos anos, informa reportagem de Sabine Righetti (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).
O cientista ficou conhecido internacionalmente ao encabeçar uma revolução recente na física teórica. Ele e seus colegas uniformizaram cinco variantes das cordas, em 1995, ao criar a "teoria M", considerada a versão mais robusta da ideia.
Enquanto esteve no Brasil para um curso no Instituto de Física Teórica da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Witten disse que os aceleradores de partículas, como o LHC, poderão validar a teoria em breve --um grande passo para uma visão definitiva das leis que regem o Universo.
Folha - O sr. é hoje um dos principais nomes da teoria das cordas. Como explica as cordas e o fato de não haver ainda comprovação para ela?
Edward Witten - Na física moderna, há duas teorias importantes: a mecânica quântica, que trata dos átomos e das partículas subatômicas, e a teoria da relatividade, de Albert Einstein, que trabalha as grandes escalas do Universo. As cordas são uma tentativa de unir essas duas teorias a partir de um modelo único que descreva, com eficiência, as diferentes forças da natureza [a teoria das cordas descreve a formação da matéria ao afirmar que a menor unidade da matéria são "cordas" em movimento].
Mas há quem diga que as cordas são quase uma "profecia", já que não há dados experimentais sobre elas.
A teoria não tem nada de profética. Alguns cientistas não a entendem direito e não compreendem porque ela ainda não foi comprovada. Outras teorias da física, como a mecânica quântica, estão mais desenvolvidas. Só isso.
Essa comprovação virá pelos experimentos com os aceleradores de partículas?
A teoria das cordas tem mais de 40 anos, mas ainda faltam algumas explicações. Os aceleradores de partículas como o LHC [o acelerador de partículas mais potente do mundo, que fica em Genebra, na Suíça] podem explicar a natureza e revelar indícios de outras dimensões. Por isso, poderão contribuir para explicar as cordas.
As cordas [conforme postulado pela teoria] vibram em 11 dimensões, sendo três dimensões espaciais, a dimensão do tempo e outras tantas que não conseguimos perceber. Os aceleradores podem mostrar isso. Eu conheço alguns cientistas que trabalham no LHC, e temos mantido contato. Não acho que a comprovação da teoria venha em dez anos, como dizem por aí. Nem sei de onde veio a ideia de "dez anos". A comprovação pode vir antes.
A teoria também trata da origem da matéria. Por que existe uma obsessão para explicar o começo de tudo?
Porque isso é realmente fascinante. Há muitas perguntas sem resposta. É normal que a gente queira achar respostas, e existem muitas possibilidades sendo levantadas. Há físicos que dizem que o Universo está dentro de um buraco negro. Não há evidências suficientes para isso, mas a ideia faz sentido. Se o Universo estiver num buraco negro, ele será o máximo que você conseguirá enxergar. E, como os buracos negros são realmente muito grandes, sim, nós podemos estar dentro de um deles.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Primeira aula de Laboratório 1EM
Olá povo do 1o EM.
Teremos nossa primeira aula de laboratório esta semana.
Gostaria que você trouxessem relógios com cronômetros para fazermos um experimento sobre tempo.
Grande abraço para todos
Renato
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Alegoria da Caverna - 1EM
A alegoria da Caverna
Extraído e adaptado de: Platão, A República. São Paulo, Atena, 1956, p. 287-291.
Sócrates: Figura-te agora o estado da natureza humana, em relação ao conhecimento e à ignorância, sob a forma alegórica que passo a fazer. Imagina os homens encerrados em caverna subterrânea, que dá entrada livre à luz em toda extensão. Aí, desde a infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos, de modo que permanecem imóveis e só vêem os objetos que estão à sua frente. Presos pelas correntes, não podem voltar o rosto. Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os tabiques que manipuladores de marionetes põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos bonecos maravilhosos que lhes exibem.
Glauco: Imagino tudo isso.
Sócrates: Supõe ainda homens que passam ao longo deste muro, com figuras e objetos que se elevam acima dele, figuras de homens e animais de toda a espécie, talhados em pedra ou madeira. Entre os que carregam tais objetos, uns se entretêm em conversa, outros guardam em silêncio.
Glauco: Singular quadro e não menos singulares cativos!
Sócrates: Pois são nossa imagem perfeita. Mas, dize-me: assim colocados, poderão ver de si mesmos e de seus companheiros algo mais que as sombras projetadas, à claridade do fogo, na parede que lhes fica fronteira?
Glauco: Não, uma vez que são forçados a ter imóveis a cabeça durante toda a vida.
Sócrates: E dos objetos que lhes ficam por detrás, poderão ver a outra coisa que não as sombras?
Glauco: Não.
Sócrates: Ora, supondo-se que pudessem conversar, não te parece que, ao falar das sombras que vêem, lhes dariam os nomes que elas representam?
Glauco: Sem dúvida.
Sócrates: E, se, no fundo da caverna, um eco lhes repetisse as palavras dos que passam, não julgariam certo que os sons fossem articulados pelas sombras dos objetos?
Glauco: Claro que sim.
Sócrates: Em suma, não creriam que houvesse nada de real e verdadeiro fora das figuras que desfilaram.
Glauco: Necessariamente.
Sócrates: Vejamos agora o que aconteceria, se se livrassem a um tempo das correntes e do erro em que laboravam. Imaginemos um destes cativos desatado, obrigado a levantar-se de repente, a volver a cabeça, a andar, a olhar firmemente para a luz. Não poderia fazer tudo isso sem grande pena; a luz, além de ser-lhe dolorosa, o deslumbraria, impedindo-lhe de discernir os objetos cuja sombra antes via. Que te parece agora que ele responderia a quem lhe dissesse que até então só havia visto fantasmas, porém que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, via com mais perfeição? Supõe agora que, apontando-lhe alguém as figuras que lhe desfilavam ante os olhos, o obrigasse a dizer o que eram. Não te parece que, na sua grande confusão, se persuadiria de que o antes via era mais real e verdadeiro que os objetos ora contemplados?
Glauco: Sem dúvida nenhuma.
Sócrates: Obrigado a fitar o fogo, não desviaria os olhos doloridos para as sombras que poderia ver sem dor? Não as consideraria realmente mais visíveis que os objetos ora mostrados?
Glauco: Certamente.
Sócrates: Se o tirassem depois dali, fazendo-o subir pelo caminho áspero e escarpado, para só o liberar quando estivesse lá fora, à plena luz do sol, não é de crer que daria gritos lamentosos e brados de cólera? Chegando à luz do dia, olhos deslumbrados pelo esplendor ambiente, ser-lhe ia possível discernir os objetos que o comum dos homens tem por serem reais?
Glauco: A princípio nada veria.
Sócrates: Precisaria de algum tempo para se afazer à claridade da região superior. Primeiramente, só discernia bem as sombras, depois, as imagens dos homens e outros seres refletidos nas águas; finalmente erguendo os olhos para a lua e as estrelas, contemplaria mais facilmente os astros da noite que o pleno resplendor do dia.
Glauco: Não há dúvida.
Sócrates: Mas, ao cabo de tudo, estaria, decerto, em estado de ver o próprio sol, primeiro refletido na água e nos outros objetos, depois visto em si mesmo e no seu próprio lugar, tal qual é.
Glauco: Fora de dúvida.
Sócrates: Refletindo depois sobre a natureza deste astro, compreenderia que é o que produz as estações do ano, o que tudo governa no mundo visível e, de certo modo, a causa de tudo o que ele e seus companheiros viam na caverna.
Glauco: É claro que gradualmente chegaria a todas essas conclusões.
Sócrates: Recordando-se então de sua primeira morada, de seus companheiros de escravidão e da idéia que lá se tinha da sabedoria, não se daria os parabéns pela mudança sofrida, lamentando ao mesmo tempo a sorte dos que lá ficaram?
Glauco: Evidentemente.
Sócrates: Se na caverna houvesse elogios, honras e recompensas para quem melhor e mais prontamente distinguisse a sombra dos objetos, que se recordasse com mais precisão dos que precediam, seguiam ou marchavam juntos, sendo, por isso mesmo, o mais hábil em lhes predizer a aparição, cuida que o homem de que falamos tivesse inveja dos que no cativeiro eram os mais poderosos e honrados? Não preferiria mil vezes, como o herói de Homero, levar a vida de um pobre lavrador e sofrer tudo no mundo a voltar às primeiras ilusões e viver a vida que antes vivia?
Glauco: Não há dúvida de que suportaria toda a espécie de sofrimentos de preferência a viver da maneira antiga.
Sócrates: Atenção ainda para este ponto. Supõe que nosso homem volte ainda para a caverna e vá assentar-se em seu primitivo lugar. Nesta passagem súbita da pura luz à obscuridade, não lhe ficariam os olhos como submersos em trevas?
Glauco: Certamente.
Sócrates: Se, enquanto tivesse a vista confusa – porque bastante tempo se passaria antes que os olhos se afizessem de novo à obscuridade – tivesse ele de dar opinião sobre as sombras e a este respeito entrasse em discussão com os companheiros ainda presos em cadeias, não é certo que os faria rir? Não lhe diriam que, por ter subido à região superior, cegara, que não valera a pena o esforço, e que assim, se alguém quisesse fazer com eles o mesmo e dar-lhes a liberdade, mereceria ser agarrado e morto?
Glauco: Por certo que o fariam.
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